NA ESTRADA 10.SET.2015

5 motivos para não usar Arla 32 sem o certificado do Inmetro

Comprar Arla 32 com preço muito baixo baixo e sem procedência pode resultar em um grande problema para motoristas e transportadoras.

Comprar Arla 32 com preço muito baixo baixo e sem procedência pode resultar em um grande problema para motoristas e transportadoras. É provável que todos nós já tenhamos comprado algo barato com o intuito de reduzir custos, o que acabou por trazer prejuízos e arrependimento mais tarde. Certamente, não será diferente para o caso da compra de Arla.


Desde janeiro de 2012, com a entrada em vigor do PROCONVE (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), a maior parte dos veículos da linha pesada, fabricados no Brasil, deve ser equipada com a tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva). Para os veículos com essa tecnologia, é obrigatório o uso do reagente Arla 32, que é usado na redução das emissões de alguns dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa, os Óxidos de Nitrogênio (NOx). O Arla é injetado no escapamento para transformar os gases NOx em água e nitrogênio puro, que são substâncias não poluentes.


Além das vantagens para o meio ambiente, a nova tecnologia gera também redução de consumo de combustível em até 9%. Entretanto, para se obter tais vantagens, deve-se utilizar o Arla 32 fabricado corretamente e certificado pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).


Veja cinco razões para usar o Arla 32 e as vantagens de se utilizar o produto certificado pelo INMETRO.

 

• Consumo de combustível
Segundo técnicos do setor automotivo, a utilização do sistema SCR gera redução de consumo de combustível entre 5% a 9% com a utilização da nova tecnologia.

 

• Perda de potência
Os novos veículos que possuem o sistema SCR, mas não utilizam Arla ou utilizam o produto falsificado, emitem poluentes na mesma quantidade emitida por motores de duas gerações anteriores ou de 25 anos atrás. Somado a isso, os novos veículos possuem ferramentas para medir a emissão de poluentes e ajustar a potência do motor conforme as medições. Desta forma, caso o sistema identifique uma quantidade excessiva de emissão de poluentes, o motor perderá potência para corrigir o problema.

 

• Danos ao veículo
A utilização de Arla falsificado pode acarretar sérios danos ao veículo. Quando produzido incorretamente, pode gerar acúmulo de impurezas no catalisador e danificá-lo. O custo da troca de um catalisador pode chegar a R$ 30.000,00. Além disso, pode também haver problemas em bombas e bicos injetores.

 

• Multas, apreensão do veículo e criminalização
Além dos produtos falsificados, têm sido comercializados sistemas capazes de “enganar” o computador de bordo do caminhão para fazê-lo acreditar que há Arla no compartimento destinado quando na verdade não há. A utilização de tais sistemas, sejam eles de qualquer natureza, mecânica ou eletrônica, configura crime passível de multa que pode chegar a R$50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). Além disso, segundo o artigo 3º da Lei 8.723 do IBAMA, a instalação de qualquer sistema não aprovado pelo INMETRO e que possa gerar poluição ao meio ambiente pode ser enquadrado como crime inafiançável.

 

• Perda da garantia
Além de todos os problemas citados anteriormente, há ainda a possibilidade da perda da garantia do veículo. Existem relatos de transportadores que só utilizam o produto dentro das especificações de qualidade quando vão levar o caminhão para a revisão na concessionária. No entanto, nas concessionárias autorizadas, já é possível identificar se foi utilizado Arla falsificado ou mesmo se não foi utilizado em algum momento. Nestes casos, quando identificadas irregularidades, pode haver o cancelamento da garantia e com isso um grande prejuízo ao dono do veículo. Para evitar todos os prejuízos relatados anteriormente, basta verificar se o produto que está comprando tem o selo de qualidade do INMETRO.

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