VIAGENS 29.NOV.2016

Ajuda dos botos na pesca

A cooperação dos golfinhos é um fenômeno que enche os olhos dos turistas e as redes dos pescadores artesanais da região.

Pescar sempre foi muito mais fácil na cidade de Laguna, em Santa Catarina, do que em qualquer outro lugar do Brasil. Não bastasse a generosidade da natureza, que atrai várias espécies de peixes e camarões para a região, há também um fenômeno raro: a ajuda dos botos - uma cooperação que, além de no Brasil, só acontece na Mauritânia, na África.


A cooperação dos golfinhos é um fenômeno que enche os olhos dos turistas e as redes dos pescadores artesanais da região. 


Em Laguna, os golfinhos costumam ficar passeando pelo canal que liga a Lagoa de Santo Antônio ao mar aberto. Os pescadores preparam suas tarrafas (uma espécie de rede circular, de mais ou menos 3 metros de diâmetro) e colocam-se à beira do canal, a pé ou de canoa, dependendo da maré.


Ao perceber a presença dos humanos, os golfinhos passam a cercar os cardumes que entram e saem da Lagoa, sobretudo as tainhas, e os afugentam na direção dos pescadores. Os peixes que escapam das redes viram presa fácil e vão parar no estômago dos botos.


O que intriga muitos é o fato de que os golfinhos da região são iguais àqueles que se podem ver no mundo todo. É a espécie Tursiops truncatus, ou “nariz de garrafa”, a mais comum e conhecida de todas. Quem já assistiu à série de TV Flipper certamente viu um deles. O que existe de diferente nos bichos do litoral de Santa Catarina é o seu comportamento.


Segundo os pescadores, cerca de 60 golfinhos freqüentam a barra da Lagoa de Santo Antônio, o turista pode apreciar o fenômeno na Praia do Molhes, ao lado do Mar Grosso. Doze deles são os chamados “botos bons”, que costumam “trabalhar” para os pescadores. 


Também são os que trabalham mais dias por semana. Em domingos ou feriados, quando os pescadores não aparecem, esses golfinhos ficam impacientes, fazem malabarismos e emitem gritos. 

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