NA ESTRADA 24.AGO.2017

Carros antigos, uma paixão que cresce

O caminho mais simples para ingressar no mundo do antigomobilismo pode ser frequentando encontros de carros antigos. Estar informado a respeito de custos também é importante.

O caminho mais simples para ingressar no mundo do antigomobilismo pode ser frequentando encontros de carros antigos. Estar informado a respeito de custos também é importante. Ao contrário do que acontece em países norte-americanos e europeus, o antigomobilismo ainda não é um mercado totalmente consolidado no Brasil. Por isso, para quem quer começar, o melhor caminho é se juntar a quem já pratica esse hobby. Além de encontros, os colecionadores de veículos promovem leilões, exposições e outros eventos. No site da Federação Brasileira de Veículos Antigos (www.fbva.org.br) há uma agenda completa. Num evento desses, o candidato a colecionador de carros antigos pode conversar com outros colecionadores e com vendedores, se associar a clubes e, até mesmo encontrar o seu primeiro carro de futura coleção.


Quem pretende ingressar nesse mundo deve fazer uma pesquisa de modelo e preços. Existem opções. Carros antigos podem ser comprados por meio de vendas diretas, em leilões ou por importação. Na compra direta, os cuidados são os mesmos que na aquisição de seminovos ou usados. É bom fazer um test drive, consultar o Detran e levar a um mecânico de confiança. Nos leilões, é bom examinar, antes da disputa, os carros e ficar atento às regras específicas de cada evento. No caso da importação, o cuidado deve ser ainda maior. 

 

O procedimento é permitido para automóveis com mais de 30 anos de fabricação. No entanto, para obter o licenciamento do veículo, é preciso que ele esteja em perfeitas condições de originalidade e conservação a fim de que, antes, receba o Certificado de originalidade, que também garante placas pretas. É preciso estar atento ainda aos impostos. Segundo os especialistas, os automóveis antigos normalmente não geram grandes custos de manutenção, já que costumam ser bem cuidados e não rodam tanto no dia a dia.

 

PLACA PRETA


Quem tem carro antigo quase sempre quer manter o máximo da sua originalidade. Para ter a cobiçada placa preta, o colecionador não pode vacilar e precisa estar atento aos mínimos detalhes, pois algumas modificações podem desqualificar o veículo para a conquista do item. As placas pretas foram criadas em 1998, e não é tão fácil conquistá-las. Uma série de requisitos é exigida para que um veículo tenha um Certificado de Originalidade e possa circular (ou até mesmo ficar parado, na maioria dos casos) com o item. Atualmente, veículos que têm mais de 30 anos e atingem, no mínimo, 80 pontos (de um total de 100) em critérios de originalidade e conservação podem obter a certificação. É preciso também ser filiado a um dos clubes de carros antigos associados à Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).

 

Entre os itens que podem desqualificar um carro durante a vistoria estão pintura e cores fora do padrão original da época; parte interior, motor ou até mesmo acessórios externos alterados; rodas não originais de fábrica; assoalho, parte mecânica ou lataria malconservados (desde sujeira, até pontos de ferrugem); reparos feitos sem qualidade ou com uso de massa, sem padrão de restauração; tapeçaria suja ou encardida.

 

O QUE DIZ A LEI

 

Segundo o artigo primeiro da resolução número 56, de 21 de maio de 1998, são considerados veículos de coleção aqueles que atenderem, cumulativamente, aos seguintes requisitos: I - ter sido fabricado há mais de vinte anos; II - conservar suas características originais de fabricação; III - integrar uma coleção; IV - apresentar Certificado de Originalidade, reconhecido pelo Departamento Nacional
de Trânsito - DENATRAN. Fonte: (www.fbva.org.br)

COMENTÁRIOS
© Copyright 2021 SIM Rede de Postos