VIAGENS 29.AGO.2017

Centro Histórico de Curitiba e uma aula de arquitetura da cidade

Há toda uma história a ser conhecida por trás das fachadas dos prédios em Curitiba.

Há toda uma história a ser conhecida por trás das fachadas dos prédios em Curitiba. O Largo da Ordem é o coração da região central. Durante trezentos anos, foi uma área de intenso comércio na capital paranaense. Há um século, o nome oficial é Lago Coronel Enéas, em homenagem a Benedito Enéas de Paulo. No século 18, chamava-se Páteo de Nossa Senhora do Terço.

 

Posteriormente, passou a se chamar Páteo de São Francisco das Chagas. Hoje, apesar de seu nome oficial, todos conhecem como o Largo da Ordem. São 368 anos de história de Curitiba que se iniciou no Largo da Ordem. O capitão Ébano Pereira chegou ao local com um grupo de garimpeiros em 1649.

 

Esse é o lugar onde se encontram as construções históricas que remetem à época de uma vila de garimpeiros, centro comercial de agricultores e ponto de apoio para tropeiros. A casa Romário Martins foi erguida no século 18, em estilo colonial português. É considerada a casa mais antiga de Curitiba. Já serviu de residência, açougue e armazém de secos & molhados. Restaurada em 1973, recebeu o nome do cronista e historiador curitibano Alfredo Romário Martins (1874-1948).

 

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco é de 1737, mais conhecida como Igreja da Ordem, é a igreja mais antiga de Curitiba. Originalmente, era a Igreja de Nossa Senhora do Terço. O nome atual foi dado com a chegada a Ordem de São Francisco em Curitiba, em 1746.

 

A Casa Vermelha, construída em 1891 pelo alemão Wilhelm Peters, abrigou lojas e firmas comerciais. Em 1993, tornou-se um espaço cultural. 

O Memorial da Cidade de Curitiba, inaugurado em 1996, destaca-se entre as antigas construções pelo seu estilo. O prédio, com quatro andares e terraço, tem estrutura em aço e concreto, com cobertura de vidros laminados. O bebedouro é uma fonte construída em pedra com bacia de ferro no topo. Os tropeiros e fazendeiros costumavam dar de beber aos seus cavalos e mulas. A fonte foi construída no século 18, no Centro do Largo da Ordem.

 

TURISMO NUMA METRÓPOLE PLANEJADA

A capital do Paraná, famosa pelo planejamento urbano, pelas áreas verdes, pelo transporte público de qualidade e pelo alto padrão de vida para os moradores, é um roteiro que recebe muitos viajantes. Os cartões-postais são Jardim Botânico, o Teatro Ópera de Arame e o Museu Oscar Niemeyer. Além de parques e bosques, Curitiba é ponto de partida para o passeio de trem pela Serra do Mar e de carro pela Estada da Graciosa. Ambas levam a Morretes, na região litorânea do Paraná, famosa por seus restaurantes, que vendem um prato típico da região, chamado barreado, a base de carnes cozidas e farinha de mandioca. O trem percorre 150 quilômetros, atravessa pontes e túneis na serra coberta de mata Atlântica. O passeio dura três horas. A ferrovia foi inaugurada em 1885 e continua até Paranaguá.

 

JARDIM BOTÂNICO

Foi inaugurado em 1991. Ocupa uma área de 245 mil metros quadrados com jardins geométricos e uma estufa de três abóbadas, que abriga plantas características da floresta atlântica do Brasil. Em volta da estufa está o espaço cultural Frans Krajcberg com exposição permanente de 114 esculturas do artista e ambientalista. A estrutura metálica e estilo art-noveau foram inspirados em um palácio de cristal em Londres, no século 19. Conta ainda com o Museu Botânico Municipal, trilhas em bosque de araucárias, lago, quadras esportivas e um velódromo.

 

TEATRO DE ARAME

O Teatro de Arame abriga dois espaços: a Pedreira Paulo Leminski, ao ar livre e com capacidade para mais de 30 mil pessoas, e a Ópera de Arame, sobre um lago, com estrutura metálica, paredes transparentes, camarotes e poltronas. O Museu Oscar Niemeyer, mais conhecido como “Museu do Olho”, exibe obras contemporâneas e mostras temporárias.

 

ÓPERA DE ARAME

Foi construída em estrutura tubular e teto de policarbonato transparente. Tem capacidade para 2.400 pessoas e um palco de 400 metros quadrados. O cenário externo era onde funcionava uma antiga pedreira. Hoje, pode-se apreciar a mata nativa, um lago com carpas, uma cascata de 10 metros e várias espécies de aves.

 

Santa Felicidade é um tradicional bairro de Curitiba, famoso por abrigar italianos. As ruas e casas têm características arquitetônicas dos imigrantes. Um dos parques mais famosos de Curitiba é Barigui, numa região bem central da cidade. É uma área de preservação natural e serve como refúgio para a fauna, como as capivaras. No local está instalado o Museu do Automóvel e um pavilhão de exposições. Além disso, conta com churrasqueiras, quiosques, academia, quadras poliesportivas, estacionamento, restaurante e parque de diversões. Multiculturalismo e riqueza étnica. Curitiba é uma cidade multicultura. Índios, garimpeiros portugueses e espanhóis, escravos africanos, tropeiros, imigrantes e brasileiros oriundos de outros estados proporcionaram a Curitiba uma riqueza étnica e cultural diversificada. Essa multiplicidade cultural pode ser hoje percebida na diversidade arquitetônica da cidade, na gastronomia variada dos restaurantes, nos eventos culturais e na variedade de cultos e religiões. Os habitantes primitivos de Curitiba eram principalmente grupos indígenas. Os portugueses chegaram em busca de ouro no século 17. Até o século 18, a maioria dos habitantes da vila de Curitiba era formada por portugueses, espanhóis, índios, negros ou mestiços. Nessa época, os tropeiros contribuíam, em grande parte, para o estilo de vida da vila. Nos séculos 18 e 19, os escravos índios passaram a ser substituídos pelos escravos africanos, principalmente para o trabalho em lavouras. Em Curitiba, alguns escravos africanos eram utilizados em serviços domésticos e representavam uma parcela expressiva da população da cidade. Conta-se que se podia ouvir cantos africanos à noite, no largo do mercado municipal. A partir de 1867, estabeleceram-se 35 núcleos coloniais de imigrantes em terras dos campos de Curitiba. A maior parte eram italianos, ucranianos e poloneses. Havia, também, austríacos, suíços, holandeses, franceses e russos. A intensa imigração europeia promoveu um novo ritmo de crescimento em Curitiba. Influenciou os hábitos e a cultura local. Curitiba tornou-se uma importante região agrícola. No início do século 20 chegaram os imigrantes orientais: principalmente japoneses, sírios e libaneses.

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