NA ESTRADA 10.JUL.2017

Romi-Isetta, o primeiro carro fabricado em série no Brasil

O primeiro carro fabricado em série no Brasil foi lançado há 61 anos. Em 1956, nascia a Romi-isetta, um modelo de veículo compacto, capaz de transportar dois adultos e uma criança e rodar 25km com 1L.

O primeiro carro fabricado em série no Brasil foi lançado há 61 anos. Era setembro de 1956 e em uma tradicional indústria de fundição em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo, nascia a Romi-isetta, um modelo de veículo compacto, capaz de transportar dois adultos e uma criança e rodar 25km com 1L de gasolina. A ideia de colocar a Romi-isetta no mercado e transformá-la em um produto popular foi inspiração vinda de veículos europeus da época. A carroceria é pequena com linhas arredondadas e arte final simplista que sugere baixo custo de produção.

 

O grande diferencial é a única porta na frente do veículo e o cabo do volante que se dobra. O motor transversal tem dimensões enxutas e o modelo oferece um único banco como opção de assento.

 

A velocidade máxima, em linha reta, é de 85 Km/h no veículo que possui quarto marchas e uma ré. O motor tem um cilindro com 300 cilindradas, uso de uma vela de ignição e bateria para alimentação elétrica.

 

Foram os proprietários da Indústria Romi S/A, uma empresa familiar fundada em 1930 por Américo Emilio Rosi e Carlos Chiti, que apostaram na ideia de fazer um carrinho para o mercado brasileiro já avido por novidades em campo automobilístico. A produção da Romi-Isetta foi encerrada em 1961 com um total de três mil unidades. Hoje apenas 10% ainda resistem e os modelos restantes são encontrados entre colecionadores ou abandonados em alguma oficina aguardando reparos.

 

Os cuidados que se deve ter para restaurar um carro

 

Os aficcionados por carros antigos recomendam: só compre um modelo depois de ter estudado os seus detalhes e defeitos. O chapeador Luciano Flores, 47 anos, dono de uma oficina especializada em São Sebastião do Caí, diz que o ideal é pesquisar nos livros, nos sites especializados e nos manuais técnicos que ensinam o passo a passo de serviços e reparos e, principalmente, levar junto, na hora da aquisição, uma pessoa entendida do assunto.

 

Restaurar um veículo é algo extremamente díficil. Um carro antigo costuma apresentar problemas e defeitos. É preciso ter paciência e saber que os gatos não serão pequenos. "Além disso, a busca por peças e itens requer trabalho minucioso", afirma Luciano Flores. O chapeador recomenda que o interessado em carro antigo, na hora da compra, examine literalmente tudo no veículo. Observe toda a estrutura e a carroceria. "Procure por corrosões, riscos profundos e outros danos que possam causar problemas para consertar". O colecionador de carros antigos deve priorizar a compra de peças originais, para que esta seja uma tarefa difícil e, principalmente, mais cara. "Procurar em redes sociais de vendedores também é uma boa. Faça um orçamento prévio, com todos os gatos previstos, pelo menos aproximadamente, para não ter surpresas."

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